O projeto será ampliado para 16 produtores do distrito. O Sebrae também avalia a aplicação do modelo em áreas de cajucultura de sequeiro, nas quais a produção depende das chuvas e enfrenta condições diferentes das encontradas nos perímetros irrigados. Uma das frentes prevê que os próprios produtores fabriquem bioinsumos nas propriedades, seguindo recomendações e protocolos técnicos. Outra utilizará uma biofábrica instalada no Diba para multiplicar fungos e bactérias destinados às áreas produtivas. Na primeira fase da capacitação, a biofábrica atenderá sete produtores. Os microrganismos poderão ser utilizados para ampliar a atividade biológica do solo, favorecer o desenvolvimento das raízes, melhorar o aproveitamento de nutrientes e auxiliar no controle de agentes que prejudicam as culturas.

O gestor de Fruticultura do Sebrae-RN, Franco Marinho, afirma que a aplicação será definida após a análise de cada propriedade. O objetivo é evitar o uso indiscriminado de produtos e adequar o manejo às necessidades identificadas pelos técnicos.

Produção agrícola no Baixo-Açu

Produção agrícola no Baixo-Açu — Sandra Monteiro

“O consultor vai a campo, verifica, faz análise de solo, análise foliar e, a partir disso, recomenda os produtos adequados. Não é algo aleatório. A vantagem é diminuir o custo de produção, melhorar a sustentabilidade e a questão físico-química do solo e da planta, aumentando a produtividade e qualidade das frutas”, explica.

Os bioinsumos são produtos, processos ou tecnologias de origem vegetal, animal ou microbiana destinados à produção agropecuária. Na fruticultura, podem atuar na nutrição, no desenvolvimento das plantas e no controle biológico de pragas e doenças. O uso desses recursos não elimina a necessidade de outros cuidados. Os resultados dependem da escolha correta dos microrganismos, das condições de armazenamento, da forma de aplicação, da temperatura, da disponibilidade de água e das características do solo.

Fonte: Logo Agora RN