O Vale do São Francisco, uma das regiões mais produtivas do agronegócio brasileiro, será palco, entre os dias 23, 24 e 25 de abril, de uma imersão que vem chamando a atenção de produtores, técnicos e empresários do setor: o DNA da Manga. Mais do que um curso, o evento propõe uma experiência técnica profunda, conectando ciência, prática e tomada de decisão estratégica no manejo da cultura.
Idealizado pelo engenheiro agrônomo Eduardo Ferraz, referência na mangicultura, o evento será dividido em dois momentos: imersão teórica no auditório da Central de Adubos, em Petrolina, e prática de campo na Fazenda Clorofila, em Cabrobó (PE), reconhecida pela alta produtividade.
Com dois dias de conteúdo intensivo em auditório e um terceiro dia totalmente voltado à prática de campo, a proposta é clara: sair do conhecimento superficial e mergulhar na base que sustenta a alta produtividade, a fisiologia da planta e o entendimento real do pomar.
Com mais de 34 anos de experiência, Ferraz é hoje uma das principais autoridades no setor, com operação que ultrapassa 130 contêineres exportados por ano e áreas que atingem mais de 50 toneladas por hectare.
Para ele, o diferencial está na forma de ensinar. “O DNA da Manga nasceu para ir além da teoria. O produtor precisa entender a planta, interpretar sinais e tomar decisões com base nisso. É isso que realmente muda o resultado no campo”, afirma o engenheiro.
Durante os dois primeiros dias, os participantes terão acesso a conteúdo sobre fisiologia da mangueira, manejo hormonal e nutricional, além da construção de uma base técnica sólida para decisões mais seguras. “Produtividade não começa na flor nem no fruto. Começa na raiz, na fisiologia e nas decisões invisíveis que antecedem a colheita”, destaca Ferraz.
Já no terceiro dia, a proposta é transformar conhecimento em prática. A vivência no campo permitirá aos participantes acompanhar de perto a leitura da planta, identificação de sinais e aplicação de protocolos utilizados em uma fazenda de alto desempenho. “Não é só aprender, é ver acontecendo. No campo, o produtor entende como transformar conhecimento em ação”, conclui.
A imersão DNA da Manga chega ao Vale do São Francisco em um momento estratégico, em que o setor demanda cada vez mais eficiência, precisão e profissionalização no manejo.
Com foco em resultados concretos, o evento promete entregar mais do que conteúdo: uma mudança de mentalidade na forma de produzir. “Quem participa sai com mais clareza, mais confiança e mais precisão. Porque passa a decidir com base em ciência aplicada”, conclui Eduardo Ferraz.
Jornalista Daniela Duarte







