Compostos bioativos da jabuticaba, açaí, cambuci e guaraná aparecem como promissores contra doenças cardiovasculares, metabólicas e neurodegenerativas; autores de estudo ressaltam necessidade de mais ensaios clínicos – Jabuticaba, açaí, cambuci, guaraná, marolo e outras frutas nativas brasileiras podem contribuir na prevenção de doenças crônicas associadas à inflamação e ao estresse oxidativo.
É o que sugere uma revisão científica que reuniu estudos publicados nas últimas décadas e identificou evidências de que compostos bioativos presentes nesses frutos ajudam a proteger as células contra danos relacionados ao envelhecimento e ao desenvolvimento de enfermidades cardiovasculares, metabólicas e neurodegenerativas.

Substâncias como flavonoides, antocianinas, carotenoides e ácidos fenólicos ajudam a neutralizar radicais livres e têm potencial para reforçar os mecanismos naturais de defesa antioxidante do organismo – Foto: Alexandre Campolina/Wikimedia Commons
Conduzido por pesquisadores da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP, o estudo integrou o doutorado da nutricionista Maria Carolina Zsigovics Alfino, orientado pela professora Elizabeth Aparecida Ferraz da Silva Torres, em colaboração com pesquisadores da Universidad Autónoma do Chile. A pesquisa faz parte de uma linha de investigação do grupo Alimentos, Nutrição e Saúde Mental da FSP, que estuda o potencial de compostos bioativos presentes na biodiversidade brasileira para a prevenção e o controle de doenças crônicas não transmissíveis.







